O Futuro das Escolas e o Papel da Cultura de Produto na Evolução da Aprendizagem

Nos últimos anos, vem sendo discutido o papel e a incorporação da cultura de produto no processo de ensino de aprendizagem. Alguns educadores e movimentos sociais lutam para que suas culturas sejam legitimadas como essenciais no processo de ensino.

A temática Bourdieu afirma que a cultura é um conteúdo substancial na educação, sua fonte e sua justificação não podem ser pensadas sem a outra, baseados na idéia de que a cultura é um elemento que supre todo o processo educacional e que tem um papel de suma importância na formação de um indivíduo crítico e socializado. Esses movimentos reivindicam a inclusão da cultura no currículo escolar. 

O reconhecimento da multiculturalidade leva à constatação da diversidade de raízes culturais, as quais fazem parte de um contexto educativo, como uma sala de aula. 

Nesse sentido, autores como Candau e Forquin, que enfatizam a relação existente entre escola e cultura, nos incentivam a buscar uma melhor compreensão acerca da importância da cultura no processo de aprendizagem e nas práticas pedagógicas. 

Deste modo, uma educação multicultural tem ocasionado uma série de discussões buscando a incorporação de pressupostos curriculares cooperativos para que, assim, o ambiente escolar se torne promissor aos alunos de todos os grupos sociais, étnicos e culturais. 

A escola é defendida como uma instituição socializadora que deve englobar diversas culturas, a fim de que haja um ambiente sociável onde todos possam manifestar seus ideais sem medo de serem discriminados pela cultura que estes manifestam ou pertencem. 

Neste contexto, após uma análise, pôde-se constatar que alguns educadores relutam em usar a cultura como conteúdo em suas aulas. Surgem então algumas dúvidas a serem respondidas, entre os quais: a cultura realmente é importante no processo de aprendizagem? O que ela tem a oferecer? Os educadores consideram a cultura como aliada na aprendizagem? 

O que é Cultura de Produto?

A Cultura de Produto é um conjunto de hábitos, valores e crenças que favorecem o conceito de produto. Ela se caracteriza pela formação de times autônomos, orientados a alcançar objetivos de negócios através da criação ou evolução de produtos. Ela é fundamental para a criação de produtos digitais alinhados à modernidade, que atendam às necessidades dos usuários e que entreguem valor para os clientes.

Enquanto cultura, ela tende a se propagar. Deve impactar o modelo mental das pessoas, mas também os artefatos, processos e ferramentas da empresa. Por exemplo, a Cultura de Produto deve refletir o modo como as pessoas são reconhecidas, como o sucesso é medido, entre outras coisas.

O que ela faz?

As equipes digitais têm duas finalidades principais quando criam produtos para atender aos objetivos estratégicos da empresa:

  • Lançamento antecipado e frequente: quanto mais cedo o produto for apresentado a seus usuários, melhor, pois desta forma é possível ser obtido o feedback de usuários reais que poderão usar o produto em seu próprio propósito.
  • Foco no problema: é da natureza humana tentar ultrapassar os obstáculos em seu caminho e enfrentar as adversidades. Sempre que ouvimos falar de problemas, entramos imediatamente no modo de solução, no entanto, se conseguirmos entender melhor o problema, a motivação para resolvê-lo, o contexto em que o problema ocorre, há maiores chances de conseguirmos encontrar soluções mais simples e fáceis de implementar.

Qual o papel da Cultura de Produto para a evolução da aprendizagem?

Podemos considerar que a cultura tem um importante papel no processo de aprendizagem, isto porque ela permite não só a socialização, mas também a discussão de diferentes fundamentos no âmbito escolar. Por meio do conteúdo cultural, podemos exemplificar diversos temas nas diferentes disciplinas do currículo escolar. O ensino cultural tem a capacidade de integrar os diferentes saberes e levá-los a discussão em sala de aula, mas para que isso ocorra, é necessário a capacitação do professor, para que o mesmo possa ter um novo olhar sobre a cultura na sala de aula. 

Sabemos que é papel da escola transmitir o conhecimento, mas também é dever desta se atentar para as manifestações culturais como uma forma de ensino e socializar os educandos. Entende-se a cultura como um componente que provê o processo de ensino aprendizagem, pois ela nos proporciona diversos pontos a serem discutidos em sala de aula. Para melhorar, se vê necessário desfazer o caráter supressor de algumas escolas e do currículo tradicional, as quais promovem as desigualdades sociais ao trabalhar com padrões culturais distantes das realidades dos alunos. 

Candau afirmar que: “Para todos (as), uma ação docente multiculturalmente orientada, que enfrente os desafios provocados pela diversidade cultural na sociedade e nas salas de aulas, requer uma postura que supere o “daltonismo cultural” usualmente presente nas escolas, responsável pela desconsideração do “arco-íris de culturas” com que se precisa trabalhar. Requer uma perspectiva que valorize e leve em conta a riqueza decorrente da existência de diferentes culturas no espaço escolar”. Para que exista uma parceria entre cultura e educação, faz-se necessário deixar de lado alguns estereótipos que permanecem hospedados na mente de alguns educadores e alunos, na qual certificam como cultura somente as festas popularmente conhecidas e datas comemorativas tradicionais. 

Surge a necessidade de olhar as demais culturas como uma fonte de riqueza que pode auxiliar no processo de aprendizagem. Entretanto, para que essa integração entre a cultura e educação seja possível, é fundamental a criação de novas metodologias, para que o docente possa trabalhar de forma adequada. É essencial investir na formação do tutor, visto que a maioria dos professores reconhecem a importância de obter uma formação apropriada, para que o mesmo possa trabalhar as temáticas propostas de forma favorável. 

Logo, a cultura é o elemento principal necessário no processo de ensino-aprendizagem, o qual a instituição de ensino deve incorporar em seu ambiente. Contudo, esta deve ser introduzida nos currículos escolares, nos projetos e outras atividades pedagógicas, para que seja possível a socialização do aluno e do professor e que as demais culturas também possam ter seu local no ambiente escolar. 

Veja, a seguir, 6 passos importantes para a implementação:

1 – Clientes devem sempre estar no centro:

 Partir sempre das necessidades do cliente, pressupor sempre a melhor experiência, melhor atendimento, manter o cliente satisfeito. O trabalho é resolver o problema e não deixar o cliente na mão. Você deve entender a melhor decisão para o cliente VS a melhor para a empresa e valorizar a importância da comunidade de usuários.

2 – Ownership: 

Todo o time deve ter este sentimento  de ser dono. O dono vai sempre procurar otimizar e melhorar. É importante construir junto, participar das definições. Sem ownership, o time não tem orgulho do que faz e sem orgulho, não há qualidade e comprometimento. Sem autonomia, o time só segue ordens e não se importa com os resultados. 

3 – Reagir às mudanças VS seguir o plano:

 Sempre questionar. Modelos de negócio são disruptivos porque não foram testados anteriormente e precisam ser validados.  Uma dica importante nesse quesito é ser humilde e estar aberto a mudanças. Ninguém no time pode ter plena certeza e ser inquestionável, a cultura precisa deixar as pessoas à vontade para isso. O aprendizado é o mais rico do processo, logo todos devem focar em aprender e saber a importância dos dados para suportar as decisões. Outra coisa importante é a diversidade; pessoas com o mesmo background sempre chegam nas mesmas soluções, o que nem sempre é o melhor. 

4 – Empoderar vs Gerenciar:

 Os executivos têm a visão, mas normalmente ficam longe do dia a dia e não tem o mesmo contexto e profundidade para tomar decisões. O papel do C-level é apontar para onde ir e quais os objetivos, porém não quais as soluções. Para atingir os objetivos, o time precisa de autonomia para chegar nas soluções, não apenas seguir indicações de alguém com hierarquia maior. 

5 – Não tenha decisões “top-down”:

 Forçar uma decisão custa motivação. Há uma grande importância em todos poderem questionar. Todos os argumentos devem ser ouvidos, mesmo que seja para discordar depois. Quando alguém não é ouvido, a sua ligação com o propósito do produto vai sendo quebrado pouco a pouco. O time deve comprar o propósito, não apenas seguir ordens e pessoas criativas precisam dos contextos e das razões, não das soluções. 

6 – Saiba balancear decisões de curto e longo prazo:

 É necessário valorizar as oportunidades de ganho no curto prazo (otimizações/low hanging fruits). O balanço é delicado, logo, os PMs devem estar ligados nas oportunidades de curto prazo, mas também avaliar o que isso causa em longo prazo. Uma decisão ruim para o cliente sacrifica a relação de longo prazo e a dívida técnica (tech debit) precisa estar viva no longo prazo. 

Logo, pode-se identificar o quão essencial é o papel da cultura de produto para a evolução do ser humano desde a sua infância. É possível afirmar ainda que esta possibilita a aceitação nas mais diversas formas de pensamentos, questionamentos e ações no mundo moderno, no qual os conhecimentos são considerados fúteis.

Além de conferir ao homem a capacidade de transpor suas restrições, implicando na diversidade cultural, partindo de suas experiências pessoais, onde sua assimilação é critério de conhecimentos específicos.

A Future Education e o seu papel enquanto escola digital com foco na aprendizagem digital

Somos uma escola digital focada em habilidades relacionadas ao futuro da aprendizagem e alcançamos este objetivo oferecendo certificações e cursos que ajudam as pessoas e as organizações a utilizarem a aprendizagem digital para habilitar novas estratégias, capacidades e narrativas de crescimento que sustentem o desenvolvimento de sociedades mais justas, igualitárias e prósperas.

Através dos conteúdos didáticos disponibilizados de forma online, ainda, a retomada dos temas trabalhados em sala de aula é otimizada e o fluxo fica melhor e muito mais dinâmico. A tecnologia deve ser entendida como aliada dos processos, em qualquer estágio da aprendizagem e estando ou não dentro de um contexto de pandemia. 

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