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Aprendizagem digital: o que é, principais tendências e desafios

Aprendizagem digital: Descubra o que é aprendizagem digital, saiba mais sobre as suas principais tendências e entenda sobre os desafios no contexto atual de pandemia.

A aprendizagem digital é imprescindível, quando o assunto é promover um ensino com mais engajamento. Ela possibilita, de modo geral, grandes desafios, mas também muitas oportunidades de aprendizado e desenvolvimento. Atualmente, vivemos, como você bem sabe, numa era digital e portanto, é necessário atentar-se, constantemente, às novas tendências e, principalmente, ao contexto atual da sociedade brasileira para impactar, verdadeiramente, o ensino e a educação no Brasil.

Diante do cenário pandêmico, ocasionado pela transmissão em massa do novo coronavírus, inclusive, os professores devem, mais do que nunca, garantir o ensino de qualidade, mesmo fora de sala de aula, de modo que seus alunos possam adquirir novos conhecimentos e adaptar-se aos recursos de tecnologia pré-existentes. Pois, tendo em vista que a interdição ao âmbito escolar ainda não tem data para acabar, é preciso apropriar-se de soluções digitais para garantir a interação e o engajamento contínuo dos estudantes.

A seguir, descubra o que é aprendizagem digital, suas principais tendências e desafios no contexto atual do Brasil

O que é aprendizagem digital?

A aprendizagem digital é, de modo bem simples, a utilização da tecnologia para fins educacionais, onde os professores adaptam seus métodos pedagógicos de ensino para realizar atividades diferentes e incentivar os seus alunos a interagir e engajar mais e melhor durante as aulas. 

Atualmente estão sendo muito utilizadas, dentro do conceito de educação digital, por exemplo, as plataformas de chamadas de vídeo online como o Google Meet e o Zoom

A aprendizagem digital no contexto de pandemia

O Brasil, bem como o resto do mundo, sofreu mudanças profundas e significativas a partir da pandemia. A crise, que afetou uma grande parcela da população humana, em diversos segmentos trouxe inúmeras mudanças para a área da educação. O setor que, outrora, já foi considerado um dos mais tradicionais do mundo, precisou buscar novas alternativas diante da crise que fechou a porta das escolas para mais de 20 milhões de estudantes.

Muitas instituições de ensino acabaram por, inclusive, investir em aplicativos e soluções digitais, como o próprio Google Classroom, para garantir a realização das aulas online para os seus alunos. Foi necessário, até mesmo, que tanto estudantes quanto docentes, que não tinham tanto acesso frequente à Internet ou o conhecimento dos recursos digitais, se adaptassem rapidamente à nova realidade. 

Hoje, o ensino a distância no Brasil já chega a 26% do número total de estudantes, porém, este dado traz à tona uma reflexão importante. Muitos alunos e professores que não têm acesso a muitos recursos, como a internet propriamente dita, ou por questões econômicas ou por residirem em regiões mais afastadas e/ou zonas rurais têm sofrido com a falta ou a dificuldade de acesso às escolas

Assim, mesmo em meio à rápida adaptação e dos novos métodos de ensino implementados pelos docentes, como a aprendizagem digital, ainda existem aqueles que estão longe e sem contato algum com as escolas, desde o início do mês de março de 2020, o que representa uma crise gigantesca, e uma grande oportunidade de aprofundamento tecnológico imensa, para a sociedade brasileira.

Quais suas principais tendências no Brasil 

Para serem funcionais e complementarem o papel educacional, as escolas devem acompanhar o desenvolvimento da sociedade. Sabendo disso, os avanços tecnológicos, que são uma marca registrada do mundo atual, oferecem inúmeras ferramentas e recursos que devem ser utilizados para garantir a eficiência e o acesso da educação aos estudantes. Confira, a seguir, as principais tendências para a aprendizagem digital no Brasil:

  • Ludificação: método em que o universo dos jogos online é utilizado como alicerce para as aulas como, por exemplo, os quizzes de perguntas e respostas, que estimulam os estudantes a participarem e interagirem mais com o docente, bem como com os seus colegas, da aula, mesmo através de chamadas de vídeo.
  • Mobile Learning: tendo em vista que o mobile é o meio de comunicação dominante e que vêm transformando nossa forma de compreender o mundo e seus conceitos, o aprendizado mobile, ou o Mobile Learning, aumenta o engajamento e a probabilidade de descobrir as coisas por si, além de moldar processos na aquisição de conhecimento.
  • Microlearning: conteúdos mais rápidos, objetivos e efetivos com uma abordagem multimídia para alavancar a aprendizagem. Essa é a proposta do Microlearning que, quando aplicado adequadamente, é capaz de motivar o desejo de aprender dos estudantes, reter o conteúdo e direcioná-lo à aplicação prática.
  • VR ou experiências imersivas: a realidade virtual, capaz de proporcionar uma experiência imersiva para os alunos, facilita a aplicação de simulações realistas e torna possível observar, por exemplo, como as reações do corpo funcionam ou até os alunos poderiam ter a experiência de vivenciar outras épocas ou lugares onde nunca foram, por exemplo.
  • Experiência TIN CAN API: A experiência de aprendizagem TIN CAN API, ou simplesmente API, é uma especificação de software de e-learning que permite que o conteúdo e os sistemas de aprendizagem se comuniquem de uma maneira que registra e rastreia todos os tipos de experiências de aprendizagem. Assim, as experiências de aprendizagem são registradas em um Learning Record Store (LRS), que podem existir dentro de sistemas tradicionais de gerenciamento de aprendizagem (LMSs) ou criados por conta própria.

Quais seus principais desafios?

A cada dia, mais instituições de ensino percebem a importância de aderir à educação digital e trazer, para os seus estudantes, uma rotina de estudos repleta de métodos que estejam alinhados com as vivências destes. 

Porém, são muitos os desafios que dificultam a educação brasileira e a impedem de se desenvolver ainda mais em meio a esta pandemia que já se entende há quase 1 ano. Veja:

  • Acesso a Internet:

No Brasil, cerca de seis milhões de estudantes, desde a pré-escola até a pós-graduação, não têm acesso à internet banda larga ou 3G/4G em casa e, consequentemente, não conseguem participar do ensino remoto. Desses, 5,8 milhões são alunos de instituições públicas de ensino. Assim, como não existe um programa ou ação do governo, para garantir a acessibilidade para estes estudantes, muitos acabam sofrendo com o distanciamento da sala de aula, do professor e, até mesmo, dos estudos.

  • Preparação dos professores para novas práticas de ensino:

A preparação dos professores é, de fato, muito importante para o aprendizado dos alunos e um verdadeiro desafio para as escolas. Afinal, desde o início da pandemia, docentes que sequer tiveram contato com a tecnologia, ao longo dos últimos anos, precisaram criar novos métodos de aprendizagem digital para aplicar seu conteúdo aos alunos. Alguns têm alcançado êxito na missão, outros nem tanto. O resultado disso tem sido, principalmente, a falta de equiparação entre as turmas.

  • Engajamento dos alunos com as novas tecnologias:

Como dito no tópico anterior, o engajamento depende muito dos professores e das táticas utilizadas para prender a atenção dos estudantes durante as aulas. Um método bastante funcional, porém pouco utilizado, é a chamada “ludificação”, que pode contribuir e muito para desenvolver o interesse dos alunos em participar das atividades e aprender o conteúdo.

  • Infraestrutura:

A infraestrutura é também um ponto bem importante a ser analisado pelas instituições de ensino. Pois, tendo em vista que a condição dos estudantes, nem sempre é a mesma, também não serão todos aqueles que irão dispor dos equipamentos necessários para a aprendizagem digital. O que, por si só, já é um dos maiores desafios da aprendizagem durante a pandemia. 

O melhor da aprendizagem digital para os seus alunos

O grande benefício da educação digital é que ela proporciona aos educadores um leque imenso de novos métodos de ensino. Essa variedade de possibilidades não só aumenta as chances de engajamento dos estudantes em sala de aula, como também influencia diretamente na adaptação destes aos recursos digitais.

Através dos conteúdos didáticos disponibilizados de forma online, ainda, a retomada dos temas trabalhados em sala de aula é otimizada e o fluxo fica melhor e muito mais dinâmico. A tecnologia deve ser entendida como aliada dos processos, em qualquer estágio da aprendizagem e estando ou não dentro de um contexto de pandemia. 

Dentre as opções de cursos para aprimorar a aprendizagem digital dos seus estudantes, a Future Education oferece o “Catalisador de Aprendizagem”, no qual você aprende a conduzir uma mudança de mentalidade do ensino para a aprendizagem e o “Facilitador de Aprendizagem Digital”, onde você desenvolve novas habilidades para ministrar aula e facilitar processos de aprendizagem.

Estão disponíveis também os cursos de “Especialista em Aprendizagem Digital”, no qual você aprende a desenhar processos de ensino-aprendizagem eficazes e com garantia da qualidade da aprendizagem e, por fim, o “Gestor de Ensino e Aprendizagem”, que irá te auxiliar a aprender novas habilidades para gerenciar equipes de ensino-aprendizagem.
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